
Sinistra, amor, é a veloz fuga em que te desamparas riso
ou choro – comoventes – origens do meu: escuta-me,
escuta-me amor.
Não resistir e não poder absolutamente atingir-te no tormento,
na volúpia, e tu submerso, enquanto na superfície a pele
absorve toda a entrega de uma realidade derradeira: construída
no envolvimento da água (amor) cativando-se.
E no céu os pássaros, abandonando-se à primavera, são como o
meu corpo: rindo, rindo do horror deste inverno, amor.
Ali, a morte será como bailarina treinando a sua sombra ante
um espelho opaco.
4 comentários:
Que o teu regresso matize os espelhos com os tons do arco-iris.
Excelente poema!
Beijos.
Intenso!
A quem possa interessar, deixo a msg:
Vou deixar o Mapas de Espelho a descansar um pouco.
Estarei a Re-postar os seus postes no Parentalidades sob o Outro NicK DPM. Fica aquia a "Chave da Porta"
http://parentalidades.com/author/dputamadre/
Vale.
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