
Nem eu , amor, suspeitei que a fuga nos franquearia o poder de nos exilarmos em sossego, excedendo-nos força e atrito que impede a emoção de não consumar o simples. Como é saber fugir ignorando?
E quanto do mundo, da noite, da solidão, será como sabão misturando-se nas águas. E quanto de mim, em ti, será o sabão da solidão na noite do mundo?
E haverá uma água interdita (amor)? – agregando, cruel, a espuma subtraindo-nos – sós – puros ou sem pudor.
5 comentários:
É bom tê-la de volta. Gstei de ler. Como sempre forte e intensa como fogo na carne.
L.C.
Olá, Luís.
Não demorei muito ...
Hummm Um ds meus pp versos favoritos está neste conjunto. É o do sabão. Uma pequena homenagem ao Poema do Francis Ponge "Sabão".
"Nem eu , amor, suspeitei que a fuga nos franquearia o poder de nos exilarmos em sossego". Belo começo de um texto todo ele cheio de sensibilidade...
Um beijo.
No mesmo sítio, eu mesma, sempre, agora sózinha.
Espero a tua visita.
Helena
espantas-me, positivamente, De...
(mas não gosto da fotografia da Susana, doi só de olhar)
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